Declaração

O blogue que se segue pode conter linguagem susceptível de ferir a sensibilidade dos leitores, pelo que se agradece que pense duas vezes antes de espreitar.

Todas as palavras aqui postadas NÃO SÃO OFENSAS GRATUITAS. São pagas, desde há séculos, com o sofrimento de milhares de touros.

Enquanto os aficionados ofenderem a minha sensibilidade, eu sinto-me no direito de ofender a deles.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pela defesa do futuro dele!

Olhem bem para a foto.

Não é uma coisinha tão boa? Como é possível esperar que cresça e fazer-lhe mal?

E ainda dizem, os ganadeiros, que amam os touros... Quem cria estes seres com amor, não seria capaz de os vender para fins tão horrendos...

Os ganadeiros amam é a cor do dinheiro, por isso é que são mais de 95, as PRINCIPAIS ganadarias portuguesas!

Mas insistem em dizer que criar touros dá prejuízo...

Pois, pois. Nós acreditamos. A mim, por exemplo, dá-me prejuízo queimar notas de 50 euros, por isso é que eu as queimo.

Está bem, abelha!

A putativa igualdade na corrida à portuguesa

Dizem que a corrida de toiros consiste na luta entre o homem e o animal e que é justa. Eu digo que de justa não tem nada e que, para além disso, não pode ser entendida como uma luta mas, sim, como coacção. Para que a luta fosse justa seria necessário que ambas as partes dispusessem de igualdade de armas. Tal facto não acontece nas nossas corridas.

Cavaleiros

Para começar o homem anda a cavalo. Ora, por um lado, o touro é um animal que atinge menos velocidade do que um cavalo e, por outro lado, cansa-se mais facilmente. E, ainda assim, por norma, usam-se duas montadas por lide... Portanto, brincar ao "toca e foge" em cima de um animal mais ágil, não me parece que tenha muito de justo.

Para além disso, o touro só dispõe dos seus cornos como arma de ataque/defesa e tem de fazer o movimento de flexo-extensão da cabeça para os utilizar estando, naturalmente, limitado ao alcance deste movimento e ao tamanho das suas hastes. O que levanta as seguintes questões:
- por um lado, o movimento que o homem projecta com o braço, tem mais amplitude do que o do touro;
- por outro lado, o homem utiliza instrumentos com o mínimo de 70 cm de comprimento para puncionar o touro o que, como é óbvio, aumenta a sua vantagem, pois não está assim tão próximo do animal como seria suposto (e já nem vamos falar do excessivo comprimento dos ferros no início da corrida);
- finalmente, as hastes do touro, para além de serem, previamente, despontadas, ainda são emboladas, pelo que nem a sua arma está em estado naturalmente pleno.

Forcados

Quanto à pega, ela é aplaudida como a parte mais justa da luta, porque é mano-a-mano (que é como quem diz 8 contra 1, mas isso até se entende apesar dos 8 forcados pesarem, conjuntamente, mais do que o touro).

Mas ainda assim, não há equidade na pega. Haveria, se os forcados pegassem o touro no início da corrida ou, mantendo-se a tradição de serem os últimos, pegassem um touro virgem.

Porque isso de fazer uma pega a um animal que está francamente exausto (e quem já observou uma corrida viu a rapidez e a violência com que o touro respira de cansado), que já perdeu litros de sangue, que tem violentos rasgões na carne, ferros espetados nos músculos, tem muito que se lhe diga...

Querem heróis? Metam 8 homens a pegar um touro saído dos curros e em pontas.

A putativa igualdade na corrida à portuguesa

Como eu já ouvi, por diversas vezes: "A ideia não é os cavaleiros, os cavalos e os forcados saírem da arena esventrados". Esta lógica diz tudo. Se a ideia é proteger estes intervenientes, nunca poderá ser uma luta justa. A igualdade de armas implica a mesma probabilidade de sacrifício para as duas partes envolvidas e, como bem sabemos, porque as estatísticas comprovam-no, o número de homens feridos em relação ao número de corridas/ano é mínimo. E, mesmo os forcados, que são dos que mais se lesionam, ferem-se mais nas bandarilhas que estão espetadas no animal, do que por culpa do animal em si.

Por isso, é evidente que o jogo está viciado e que "a casa ganha sempre"!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Quem sabe o que é a taurina?

Frente de Acção Pró C2H7NO3S

Somos pelo bem-estar taurino

Vamos desfazer um engano.

Os aficionados tratam-nos por anti-taurinos. Nós não somos anti-taurinos. Somos anti-touradas, o que é, completamente, diferente. Por isso, designem-nos por anti-espectáculos taurinos e não apenas por anti-taurinos.

Taurino é o mesmo que táureo. Ora, nós somos pelos touros, nunca contra eles...

Uma questão de gosto...

O da esquerda: Quando isto acabar queres ir para minha casa? Tenho um MolaFlex novinho!
O da direita: Hummm... Claro que sim, mas prefiro os Pikolin.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Os aficionados apanham bebedeiras na via pública e dá nisto!

Uma das grandes diferenças entre os anti-touradas e os aficionados é o civismo.

Não importa se, na marcha, éramos 100, 500, 1000 ou 5000... o que é facto é que estávamos em número suficiente para devorar estes dois elementos provocadores. E pensam que fizemos alguma coisa? Claro que não. Eles têm todo o direito de expressar a sua opinião. Mas não duvido que se fosse ao contrário, algum forcadolas se lançasse para cima de mim ou da minha namorada...

Apesar de tudo, nota-se que a situação foi manipulada pela miúda da foto. Repare-se como o rapaz tapa a cara, agarra o copo em sinal de insegurança e está sentado do lado de dentro para se preservar, esperando que na menina ninguém batesse...

Como se alguém que defende os animais fosse agredir dois deles...

Só espero que os aficionados tenham aprendido a lição e que, no futuro, haja reciprocidade de tratamento!

Feios, porcos e maus

Os aficionados continuam "gentilmente" a pedir para nos irmos manifestar (desta vez) para a Moita e para Samora Correia. Penso que se somarmos todos os locais, onde já fomos convidados a ir, não teríamos agenda para fazer a nossa vida pessoal, pois estaríamos sempre em turné... O que se conclui que devem ser nossos fãs, porque nem o Tony Carreira é solicitado em tantas terriolas portuguesas!

Mas, meus amigos, vou explicar-vos uma das mais elementares regras da boa educação.
Quem quer oferecer um presente, desloca-se ao local onde se encontra o presenteado. Não se telefona a dizer: "Quero oferecer-te um presente, vem cá buscá-lo!"

Assim, se os/as Senhores/as querem ofender a nossa integridade física, podiam ser educados o suficiente e vir a Lisboa, onde nos manifestamos, para satisfazerem a vossa vontade.

Porque, vejamos, nós somos pessoas pacíficas e a prova disso, é que nos temos manifestado por diversas vezes e nunca houve incidentes. Agora, se os/as Senhores/as nos querem agredir, o mínimo que exigimos é que o façam em Lisboa, para que seja este o tribunal territorialmente competente. Não nos apetece andar a perder tempo e a gastar dinheiro em passeios pelas diversas comarcas portuguesas.

Ou serão tão estúpidos que pensam que se nos manifestássemos noutros locais não haveria policiamento?

Já ouviram a expressão: cão que ladra não morde? Os/as senhores/as ladram muito...

Fazemos assim, em vez de prometerem, cumpram!

Venham a Lisboa e mostrem ao País o que fazem os aficionados contra cidadãos que, dentro da lei, exercem o seu direito de manifestação. Venham cá espetar-nos ferros!

Então, não há acéfalos por aí?