Declaração

O blogue que se segue pode conter linguagem susceptível de ferir a sensibilidade dos leitores, pelo que se agradece que pense duas vezes antes de espreitar.

Todas as palavras aqui postadas NÃO SÃO OFENSAS GRATUITAS. São pagas, desde há séculos, com o sofrimento de milhares de touros.

Enquanto os aficionados ofenderem a minha sensibilidade, eu sinto-me no direito de ofender a deles.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Queda para a lide

Será que o empurraram? Ou será isto, uma tentativa de suicídio?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vamos estudar os nomes colectivos

Um grupo de aves é um bando.
Um grupo de peixes é um cardume.
Um grupo de cães é uma matilha.
Um grupo de touros é uma manada.
Um grupo de forcados é uma palermice.

Pela defesa do futuro dele!

Olhem bem para a foto.

Não é uma coisinha tão boa? Como é possível esperar que cresça e fazer-lhe mal?

E ainda dizem, os ganadeiros, que amam os touros... Quem cria estes seres com amor, não seria capaz de os vender para fins tão horrendos...

Os ganadeiros amam é a cor do dinheiro, por isso é que são mais de 95, as PRINCIPAIS ganadarias portuguesas!

Mas insistem em dizer que criar touros dá prejuízo...

Pois, pois. Nós acreditamos. A mim, por exemplo, dá-me prejuízo queimar notas de 50 euros, por isso é que eu as queimo.

Está bem, abelha!

A putativa igualdade na corrida à portuguesa

Dizem que a corrida de toiros consiste na luta entre o homem e o animal e que é justa. Eu digo que de justa não tem nada e que, para além disso, não pode ser entendida como uma luta mas, sim, como coacção. Para que a luta fosse justa seria necessário que ambas as partes dispusessem de igualdade de armas. Tal facto não acontece nas nossas corridas.

Cavaleiros

Para começar o homem anda a cavalo. Ora, por um lado, o touro é um animal que atinge menos velocidade do que um cavalo e, por outro lado, cansa-se mais facilmente. E, ainda assim, por norma, usam-se duas montadas por lide... Portanto, brincar ao "toca e foge" em cima de um animal mais ágil, não me parece que tenha muito de justo.

Para além disso, o touro só dispõe dos seus cornos como arma de ataque/defesa e tem de fazer o movimento de flexo-extensão da cabeça para os utilizar estando, naturalmente, limitado ao alcance deste movimento e ao tamanho das suas hastes. O que levanta as seguintes questões:
- por um lado, o movimento que o homem projecta com o braço, tem mais amplitude do que o do touro;
- por outro lado, o homem utiliza instrumentos com o mínimo de 70 cm de comprimento para puncionar o touro o que, como é óbvio, aumenta a sua vantagem, pois não está assim tão próximo do animal como seria suposto (e já nem vamos falar do excessivo comprimento dos ferros no início da corrida);
- finalmente, as hastes do touro, para além de serem, previamente, despontadas, ainda são emboladas, pelo que nem a sua arma está em estado naturalmente pleno.

Forcados

Quanto à pega, ela é aplaudida como a parte mais justa da luta, porque é mano-a-mano (que é como quem diz 8 contra 1, mas isso até se entende apesar dos 8 forcados pesarem, conjuntamente, mais do que o touro).

Mas ainda assim, não há equidade na pega. Haveria, se os forcados pegassem o touro no início da corrida ou, mantendo-se a tradição de serem os últimos, pegassem um touro virgem.

Porque isso de fazer uma pega a um animal que está francamente exausto (e quem já observou uma corrida viu a rapidez e a violência com que o touro respira de cansado), que já perdeu litros de sangue, que tem violentos rasgões na carne, ferros espetados nos músculos, tem muito que se lhe diga...

Querem heróis? Metam 8 homens a pegar um touro saído dos curros e em pontas.

A putativa igualdade na corrida à portuguesa

Como eu já ouvi, por diversas vezes: "A ideia não é os cavaleiros, os cavalos e os forcados saírem da arena esventrados". Esta lógica diz tudo. Se a ideia é proteger estes intervenientes, nunca poderá ser uma luta justa. A igualdade de armas implica a mesma probabilidade de sacrifício para as duas partes envolvidas e, como bem sabemos, porque as estatísticas comprovam-no, o número de homens feridos em relação ao número de corridas/ano é mínimo. E, mesmo os forcados, que são dos que mais se lesionam, ferem-se mais nas bandarilhas que estão espetadas no animal, do que por culpa do animal em si.

Por isso, é evidente que o jogo está viciado e que "a casa ganha sempre"!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Quem sabe o que é a taurina?

Frente de Acção Pró C2H7NO3S

Somos pelo bem-estar taurino

Vamos desfazer um engano.

Os aficionados tratam-nos por anti-taurinos. Nós não somos anti-taurinos. Somos anti-touradas, o que é, completamente, diferente. Por isso, designem-nos por anti-espectáculos taurinos e não apenas por anti-taurinos.

Taurino é o mesmo que táureo. Ora, nós somos pelos touros, nunca contra eles...

Uma questão de gosto...

O da esquerda: Quando isto acabar queres ir para minha casa? Tenho um MolaFlex novinho!
O da direita: Hummm... Claro que sim, mas prefiro os Pikolin.