Declaração

O blogue que se segue pode conter linguagem susceptível de ferir a sensibilidade dos leitores, pelo que se agradece que pense duas vezes antes de espreitar.

Todas as palavras aqui postadas NÃO SÃO OFENSAS GRATUITAS. São pagas, desde há séculos, com o sofrimento de milhares de touros.

Enquanto os aficionados ofenderem a minha sensibilidade, eu sinto-me no direito de ofender a deles.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O Rudolph serve para isto!

Esta foi a imagem de Bom Natal exposta por um grupo de aficionados.

Com um pouco de sorte, no dia 1 de Junho, mostrar-nos-ão a foto de um homem a tourear uma criança.

Aguardemos...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Não tem aí uma moedinha?

Por estranho que pareça, não se trata de um arrumador de carros... É mesmo um toureiro!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Abre a boca e fecha os olhos!




Hoje, tenho uma história mirabolante para vos contar.

Era uma vez um toureiro a quem ninguém dava o devido valor. Certo dia, ele decidiu meter a boca no trombone e começou a contar a toda a gente que era capaz de fazer isto e aquilo...

O público continuou a não acreditar nas suas palavras. Diziam que o que ele tinha era muita garganta.

Ele tentou provar que não. Foi para uma praça tourear e, de repente, eis que se dá o momento alto da sua carreira: meteram-lhe os cornos publicamente! Assim, de caras!

Mas pior do que ter sido apanhado com a boca na botija, foi o desgraçado não poder dizer nada, pois não se fala de boca cheia...

Enfim, lá diz o povo: A quem anda de boca aberta, ou entra mosca ou sai asneira!

Parece que foi baleado... Mas, infelizmente, não foi...

"Tirem-nos uma foto! Quero mostrar a toda a gente como o meu namorado é o talhante mais lindo do mundo!... Ai, como o sangue me excita! Adoro este aspecto de rapaz com uma excelente higiene!"

domingo, 22 de agosto de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Do argumento das outras causas sociais

Estou farto de ouvir dizer que só nos preocupamos com os animais e que nada fazemos pelas pessoas.

Realmente, há muitos problemas na sociedade.
Muitas causas para defender. Mas quanto a esta crítica, duas respostas:

Em primeiro lugar, o facto de nos batermos por uma causa, não implica a renúncia a outras. Ou querem ver, que se ajudarmos a luta contra o cancro, não podemos ajudar a luta contra a fome? Se os aficionados têm dificuldades na área da coordenação humanitária e só conseguem abraçar uma causa de cada vez, não é um problema nosso. Mas, por favor, não nos venham dizer como devemos agir ou que causas são prioritárias. Por regra, uma pessoa, ainda que não disponha de uma agenda descomprometida, consegue mover os seus tentáculos, para acudir ao maior número possível de acções. Por isso, é evidente, que por muito empenhado que qualquer anti-tourada esteja nesta temática, não significa que nada faça em relação a outras lutas.

Em segundo lugar, se estão tão preocupados com as tais “outras lutas” (que segundo os próprios são as únicas verdadeiramente importantes), façam um favor às vítimas dessas “outras lutas”: mexam esses braços e empenhem-se vocês nelas. Sejam activistas. Ajudem essas associações. E não me refiro a irem assistir a espectáculos tauromáquicos de beneficência. Ajudem de verdade! Sejam voluntários! Manifestem-se! Abanem a sociedade!

Porque o tempo que vocês perdem a criar “Prótoiros” para lutar contra nós, podiam estar a ajudar quem mais precisa.

sábado, 22 de maio de 2010

Do argumento dos bifes = touradas

Volta e meia aparece, de novo, o velho argumento de que é uma hipocrisia comer bifes e não aceitar as touradas. Eu não como carne (e até já tive problemas de saúde por causa disso) mas respeito quem a come. Comer carne faz parte da natureza humana. Quanto muito, podem dizer que eu estou a ir contra a minha natureza por prescindir dela. Aceito isso. Mas as pessoas que comem animais não são obrigadas a aceitar e, muito menos, a gostar que lhes seja infligida dor.

Quem come carne e não gosta de touradas, quer que os animais tenham uma morte rápida e indolor e é contra as péssimas condições em que os bovinos, para consumo humano, são criados. Acontece, porém, que essa é outra luta. E uma não invalida a outra. Nós não somos, apenas, contra as corridas de touros, também somos contra a podridão da indústria da carne…

Matar para comer é a lei da natureza. Magoar por prazer, não! Dizer que aquele animal vai virar um bife no meu prato, não pode justificar que eu aprecie vê-lo a ser magoado. Senão, vejamos:
- é justificável pegar numa ave e espetá-la, com alfinetes ou agulhas, porque se gosta de arroz de pato ou de arroz de cabidela?
- é justificável pontapear memés porque se come borrego?
- é justificável esmurrar caprinos porque se come cabrito, no Natal?
(É que se for, tenho de ter cuidado se me vir envolvido numa luta, não vá aquilo ser um ritual prévio de canibalismo...)

Então qual é a lógica de meter arpões num touro com a justificação de que ele vai ser comido?

Das duas uma, ou quem defende as touradas, defende este tipo de maus-tratos a qualquer animal, desde que ele vire repasto ou, então, o argumento dos bifes não se aplica na legitimação das touradas. Caso, a hipótese correcta seja a primeira e os aficionados venham alegar que tudo é válido, desde que o fim seja a alimentação, então, temos de admitir que o seu grau de crueldade é assustador.

Não viveríamos num mundo melhor se os animais não tivessem de sofrer, antes de irem parar aos pratos?

Repito: conhecemos as condições em que os bovinos da indústria alimentar são criados e sabemos que são muito piores do que aquelas em que os touros o são, mas uma coisa não prejudica a outra. Não podemos justificar uma coisa má com a existência de outra coisa pior. Isso seria o mesmo que, e.g., não combater a precariedade laboral porque, nos dias de hoje, ainda há casos de escravatura que vão sendo revelados.

“Eu como bifes e, por isso, posso gostar de corridas de touros.”

Quando somos pequenos, os pais costumam ensinar que não se pode andar descalço no chão frio, que se tem de lavar as mãos antes de ir para a mesa e que NÃO SE BRINCA COM A COMIDA.