Declaração

O blogue que se segue pode conter linguagem susceptível de ferir a sensibilidade dos leitores, pelo que se agradece que pense duas vezes antes de espreitar.

Todas as palavras aqui postadas NÃO SÃO OFENSAS GRATUITAS. São pagas, desde há séculos, com o sofrimento de milhares de touros.

Enquanto os aficionados ofenderem a minha sensibilidade, eu sinto-me no direito de ofender a deles.

sábado, 16 de setembro de 2017

Carne e Cornos

Certamente já ouviram dizer que a carne de touro bravo é muito apreciada. O animal, depois da corrida, vai para o prato. E que delícia... 

Os aficionados, tão altruístas que são, chegam a oferecer o excepcional petisco a orfanatos e instituições similares. 

Pois é, isto é tudo muito bonito. Não só se lambuzam no consumo daquela carninha boa como são imensamente generosos na oferta de admirável repasto. 

Qual não é o meu espanto, quando me deparo com este texto, escrito por um aficionado, numa rede social:


Mas o que é que ele quer dizer com isto de a carne do touro ser dura como cornos? Então mas não era  um pitéu? Um manjar celestial? Ali a bater-se taco-a-taco com o maná que Deus enviava aos judeus? Afinal a carne é... intragável? 

Oh que caraças! 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Faleceu mais um forcado


Os familiares, amigos e aficionados em geral, dizem:

Até Sempre!

Eu pergunto:

Até Quando?

sexta-feira, 18 de março de 2016

E fez-se justiça

Para quem não se recorda do ocorrido, deixo aqui a ligação e aqui o vídeo.

Jaime Marcelo foi acusado pelo crime de coacção:

 Artigo 154.º
Coacção
1 - Quem, por meio de violência ou de ameaça com mal importante, constranger outra pessoa a uma acção ou omissão, ou a suportar uma actividade, é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa.
2 - A tentativa é punível. 

Sentença: foi condenado a uma multa de 720 euros.

A defesa de Jaime Marcelo incidiu no facto do cavalo apresentar sinais de stress e tentar fugir. Mas o relatório pericial veio desmentir essas alegações, confirmando que foi o próprio cavaleiro que, com as pernas, direccionou o cavalo contra os manifestantes.

Malandro do relatório pericial. Então não é evidente que um cavalo, perante uns quantos manifestantes, fica stressado e quer dar de frosques? 
É claro que, perante um touro, numa arena circular e sem hipóteses de fuga e com centenas ou milhares de pessoas a rodeá-lo, qualquer cavalo é forte e destemido. Mas, toda a gente sabe que, em espaço aberto, sem ser sujeito a qualquer acirramento e perante uns quantos manifestantes, dá-se, naturalmente, uma espécie de pânico ao equídeo e ele desata a correr desalmadamente para cima das pessoas como se não houvesse amanhã. 

Pobre Jaime Marcelo que não conseguiu fazer valer o seu ponto de vista. E, agora, tem antecedentes criminais. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Do tempo dos mamutes

Francisco Rivera, um toureiro espanhol, toureou um novilho com a filha Carmen (de 5 meses) ao colo. Isto porque, segundo ele, é uma ancestral tradição familiar. 

O pai toureou com ele ao colo. O avô toureou com o pai dele ao colo. O bisavô toureou com o avô dele ao colo. O trisavô toureou com o bisavô dele ao colo. O tetravô toureou com o trisavô dele ao colo... E por aí fora. Somadas todas as gerações, este rito de passagem começou no Paleolítico Inferior, quando o Homo habilis Julio Rivera Sénior teve a ideia de "tourear" um rinoceronte lanudo com o pequeno Julio Rivera Júnior ao colo. 

A partir daí, Rivera que é Rivera tem de pegar numa criança e colocá-la em perigo. Só assim é aceite no grupo dos crescidos.



E como é que podemos querer acabar com tão linda tradição familiar?

sábado, 23 de janeiro de 2016

Dos textos que merecem ser partilhados

"Fiquei muito contente com esta partilha dos meus amigos da PRÓTOIRO. Só falham ao dizerem que é um "texto satírico". Como é óbvio, não é um texto satírico. Simplesmente, uso o humor para fazer passar os meus pontos de vista. O texto é exactamente aquilo que penso, sem tirar nem pôr. Até porque se fosse um texto satírico poderia ser interpretado como um ataque à nobre tradição da tourada. Coisa que um aficionado como eu jamais faria!

Espero sinceramente que tenham lido atentamente o texto e que comecem a treinar koalas para seguirmos em frente com a minha ideia de fazer uma espécie de tourada invertida. Uma "humanada", em que um humano forte, viril, criado e moldado geneticamente para esse propósito pudesse lutar contra koalas montados em cavalos e investir às marradas (ou, como se trata de humanos, ao pontapé) contra um grupo de forcados koalas vestidos de mariconços.

Seria uma excelente maneira de nos pormos no lugar do touro e de percebermos que, se há alguém que se diverte numa tourada, é ele. O que é que há para o touro não gostar? É uma espécie de competição MMA inter-espécies em que ele é a espécie mais forte! É certo que no fim morre. Mas, como diria o Dr. Rui Sinel de Cordes, morre de barriga cheia, depois de ter aviado uns quantos humanos vestidos de drag queens. A roupa efeminada dos toureiros é uma forma de provocar o touro, um animal claramente de direita mas que, devido às limitações cognitivas próprias de um animal, está no mesmo patamar que um grunho do PNR. O pior que lhe podem fazer é porem-lhe um travesti à frente a gritar histericamente, a fazer poses sexuais e coreografias com uma toalha colorida.

A festa brava é um espectáculo que admiro porque é um pouco isto que descrevi. Uma encenação de um animal forte de direita (não é por acaso que o touro é o símbolo de Wall Street) contra um colectivo de actores a representarem os esquerdalhos. É um espectáculo triste porque o touro de direita morre no fim e os esquerdalhos ficam a celebrar a sua utopia socialista e o triunfo do seu colectivo contra a vontade e a força individual de um só empreendedor. É quase como um romance da Dra. Ayn Rand. Mas serve para reflectirmos e para tirarmos as nossas conclusões. Não podemos seguir os nossos instintos de touro e reagir às marradas contra a esquerda. Temos que vencê-los com a superioridade das nossas posições. No dia em que os toiros começarem a ler o Dr. Hayek, nunca mais os humanos vencerão uma tourada."

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

E quando pensamos que isto não pode piorar...

Durante uma corrida em Logroño, o rejoneador Sergio Domínguez deixou o touro paraplégico.

Ah, como é estupenda a tauromaquia. Composta de imagens tão bonitas. Isto é pura arte, senhores. Pura arte.

Pode ver o vídeo aqui.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Vamos fazer amigos entre os animais















Ou, então, não.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

T. bravo de lide

Sabendo nós que as corridas de toiros têm a superior e muito nobre intenção de proteger o toiro bravo de lide da sua extinção, deixo a proposta, a tão bons samaritanos, de utilizarem um outro animal que está em condições de preservação verdadeiramente preocupantes: o tigre-de-Sumatra.

Como sabem, o tigre-de-Sumatra está criticamente em perigo, a um passinho muito pequenino da extinção. Estima-se que apenas subsistam 400 exemplares na natureza.

Repare-se que não estou a falar de um animal de 50 quilos nem de 50 centímetros. Estou a falar de um animal que, pelas suas qualidades, está perfeitamente apto a substituir o toiro.
É um animal que apresenta uma bravura excepcional. Que desperta imenso entusiasmo. Certamente que os ferros e as bandarilhas que lhe sejam cravados, o farão reagir com agressividade, mais pela vontade de retaliar do que pela dor. Aquando da actuação dos picadores, ele quererá investir, a sua reacção não será de fuga.
É um animal com um magnífico trapío, É um animal que não merece a extinção.

Senhores aficionados, estou constantemente a ouvir o vosso argumento de que as touradas salvam a raça da extinção. Ninguém cria toiros se não for para as corridas. Pois bem, chegou a hora de salvar este belíssimo tigre, o qual só está a desaparecer porque não há corridas de tigres.

Vamos alterar esta realidade. Junte-se a esta causa.



Caso isto vá para a frente, aconselho a não utilizar cavalos. A ideia é apenas toureio a pé. O número dos forcados pode permanecer.

O dos recortadores também.

domingo, 9 de novembro de 2014

O mundo vegetariano

E o que eu gosto quando dizem que nós, os anti-touradas, queremos tornar o planeta vegetariano. O planeta? O planeta é pouco. Até as nebulosas espirais e o sexteto de Seyfert. O nosso objectivo é que a carne seja erradicada de todo o espaço celeste. E mais, não se trata apenas de tornar o universo vegetariano, queremos ir mais longe, queremos tornar o universo vegano. Já não nos é suficiente que se páre de consumir carne e peixe, nós queremos arrasar com o consumo de toda a proteína animal.

Até agora, estou no bom caminho. Já consegui fazer com que alguns recém-nascidos deixassem de beber leite materno e, ao invés, fossem alimentados com sumo de laranja natural e Compal de frutos vermelhos que é rico em anti-oxidantes.

Difícil está a ser conseguir, e confesso isto com alguma vergonha, convencer os felinos a largarem a carne. Esses sacanas estão a dificultar a minha tarefa. Eu bem lhes dou alface, mas eles mandam-me a mim, comê-la. Que desespero! E se eu não conseguir transformar, pelo menos, 50 almas viventes em veganos, sou expulso da Ordem dos "Eco-Vegan-Recicla-Goji-Verdes-Soja". Já não sei o que fazer.

Vocês, aficionados, são mesmo muito lúcidos e atentos. Já toparam a léguas que nós estamos a engendrar um plano para tornar o mundo vegetariano. É que essa é a nossa missão na Terra e disso depende a nossa sobrevivência. E enquanto vocês não alinharem nisto, não nos resta outra escolha senão... epá, ser anti-touradas, só para vos chatear.

sábado, 8 de novembro de 2014

Fechei o meu cão na varanda.

Eles dizem: "Os anti falam muito dos pobres dos toiros mas depois têm os cães aprisionados nas varandas dos apartamentos."

Claro que sim. Mas alguém duvida?
Eu não tenho apenas o meu cão fechado na varanda. Também lá meto o axolote. O guaxinim e o gibão. E  o okapi. E o pinguim. E, quando não está a chover, chego a meter o pavão ao lado das glicínias. 

Os meus vizinhos que, na sua qualidade de aficionados, não confinam animais em espaços de 0,50x0,25 m, olham para a minha varanda e acham que eu sou um cabrão. É mesmo assim que me chamam: "Aquele cabrão que mete o cão, o axolote, o gibão, o okapi, o pinguim, e às vezes até mete o pavão presos na varanda... vê-se mesmo que é um cabrão de um anti-touradas, pá!"

Eu também não gosto da mania que os aficionados têm de copular com os animais da quinta, sejam vacas, porcas ou galinhas. É que toda a gente sabe que os anti prendem os cães nas varandas dos apartamentos das grandes cidades e que os aficionados praticam zooerastia no campo. 

Vamos continuar a defender estas verdades absolutas, pessoal?

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Qual é que vai ser o forcado da cara?


O que tiver a pilinha maior.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Há Ani+ e Ani-

Quando uns animais são + que outros...

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Chapéus há muitos!

Eu pensava que Joaquim Ribeiro tinha sido fotografado em Ascot.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Notícia de hoje: Faleceu um forcado depois de ser esfaqueado no coração.

- Notícia porquê? - perguntam vocês.
- Porque descobriu-se que, afinal, eles até têm coração.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pensava que era o cabelo da Sónia Matias...

... Mas, afinal, era a cauda de um cavalo.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Quem dá mais?

É verdade que José Samuel Lupi já fez 372 anos?

sábado, 23 de março de 2013

É de homem!



♫♫♫ Cabeça para baixo, rabinho para o ar. ♫♫♫♫
(bis)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Adoro ver o meu mais novo a fazer mal aos animais...

Criança: se tens mais de seis anos, estás farto de ver o canal Panda, enjoado de brincar com gormitis e ainda não te podes alistar na Força Aérea Portuguesa, então vem ser toureiro!

Rubrica dos provérbios

Atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher. Ou então não.