Ou, então, não.
Este blogue é da exclusiva responsabilidade dos intervenientes, pelo que os conteúdos nele constantes, não podem ser entendidos como opinião generalizada dos anti-touradas. Agradeço que aqueles que ficarem com dor de corno, apenas me ataquem a mim.
Declaração
O blogue que se segue pode conter linguagem susceptível de ferir a sensibilidade dos leitores, pelo que se agradece que pense duas vezes antes de espreitar.
Todas as palavras aqui postadas NÃO SÃO OFENSAS GRATUITAS. São pagas, desde há séculos, com o sofrimento de milhares de touros.
Enquanto os aficionados ofenderem a minha sensibilidade, eu sinto-me no direito de ofender a deles.
Todas as palavras aqui postadas NÃO SÃO OFENSAS GRATUITAS. São pagas, desde há séculos, com o sofrimento de milhares de touros.
Enquanto os aficionados ofenderem a minha sensibilidade, eu sinto-me no direito de ofender a deles.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
quarta-feira, 18 de março de 2015
Ouroboros
"Falas do caso do cão que morreu? Isso não é nada, ao pé das mulheres que morrem às mãos dos maridos, disso não falas, não é?
Falas das mulheres que morrem? E as crianças de África que morrem de fome, que insensível és tu que nem uma palavra tens para as crianças de África?
Falas das crianças de África que morrem de fome? E aqueles que morrem na Ucrânia, que além de fome morrem da guerra?
Falas da Ucrânia? Não é preciso ires tão longe, fica sabendo que aqui, bem perto de nós, onde podemos actuar, ainda um dia destes morreu um cão? Disso não falas tu."
Falas das mulheres que morrem? E as crianças de África que morrem de fome, que insensível és tu que nem uma palavra tens para as crianças de África?
Falas das crianças de África que morrem de fome? E aqueles que morrem na Ucrânia, que além de fome morrem da guerra?
Falas da Ucrânia? Não é preciso ires tão longe, fica sabendo que aqui, bem perto de nós, onde podemos actuar, ainda um dia destes morreu um cão? Disso não falas tu."
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
T. bravo de lide
Sabendo nós que as corridas de toiros têm a superior e muito nobre intenção de proteger o toiro bravo de lide da sua extinção, deixo a proposta, a tão bons samaritanos, de utilizarem um outro animal que está em condições de preservação verdadeiramente preocupantes: o tigre-de-Sumatra.
Como sabem, o tigre-de-Sumatra está criticamente em perigo, a um passinho muito pequenino da extinção. Estima-se que apenas subsistam 400 exemplares na natureza.
Repare-se que não estou a falar de um animal de 50 quilos nem de 50 centímetros. Estou a falar de um animal que, pelas suas qualidades, está perfeitamente apto a substituir o toiro.
É um animal que apresenta uma bravura excepcional. Que desperta imenso entusiasmo. Certamente que os ferros e as bandarilhas que lhe sejam cravados, o farão reagir com agressividade, mais pela vontade de retaliar do que pela dor. Aquando da actuação dos picadores, ele quererá investir, a sua reacção não será de fuga.
É um animal com um magnífico trapío, É um animal que não merece a extinção.
Senhores aficionados, estou constantemente a ouvir o vosso argumento de que as touradas salvam a raça da extinção. Ninguém cria toiros se não for para as corridas. Pois bem, chegou a hora de salvar este belíssimo tigre, o qual só está a desaparecer porque não há corridas de tigres.
Vamos alterar esta realidade. Junte-se a esta causa.
Como sabem, o tigre-de-Sumatra está criticamente em perigo, a um passinho muito pequenino da extinção. Estima-se que apenas subsistam 400 exemplares na natureza.
Repare-se que não estou a falar de um animal de 50 quilos nem de 50 centímetros. Estou a falar de um animal que, pelas suas qualidades, está perfeitamente apto a substituir o toiro.
É um animal que apresenta uma bravura excepcional. Que desperta imenso entusiasmo. Certamente que os ferros e as bandarilhas que lhe sejam cravados, o farão reagir com agressividade, mais pela vontade de retaliar do que pela dor. Aquando da actuação dos picadores, ele quererá investir, a sua reacção não será de fuga.
É um animal com um magnífico trapío, É um animal que não merece a extinção.
Senhores aficionados, estou constantemente a ouvir o vosso argumento de que as touradas salvam a raça da extinção. Ninguém cria toiros se não for para as corridas. Pois bem, chegou a hora de salvar este belíssimo tigre, o qual só está a desaparecer porque não há corridas de tigres.
Vamos alterar esta realidade. Junte-se a esta causa.
Caso isto vá para a frente, aconselho a não utilizar cavalos. A ideia é apenas toureio a pé. O número dos forcados pode permanecer.
O dos recortadores também.
O dos recortadores também.
domingo, 9 de novembro de 2014
O mundo vegetariano
E o que eu gosto quando dizem que nós, os anti-touradas, queremos tornar o planeta vegetariano. O planeta? O planeta é pouco. Até as nebulosas espirais e o sexteto de Seyfert. O nosso objectivo é que a carne seja erradicada de todo o espaço celeste. E mais, não se trata apenas de tornar o universo vegetariano, queremos ir mais longe, queremos tornar o universo vegano. Já não nos é suficiente que se páre de consumir carne e peixe, nós queremos arrasar com o consumo de toda a proteína animal.
Até agora, estou no bom caminho. Já consegui fazer com que alguns recém-nascidos deixassem de beber leite materno e, ao invés, fossem alimentados com sumo de laranja natural e Compal de frutos vermelhos que é rico em anti-oxidantes.
Difícil está a ser conseguir, e confesso isto com alguma vergonha, convencer os felinos a largarem a carne. Esses sacanas estão a dificultar a minha tarefa. Eu bem lhes dou alface, mas eles mandam-me a mim, comê-la. Que desespero! E se eu não conseguir transformar, pelo menos, 50 almas viventes em veganos, sou expulso da Ordem dos "Eco-Vegan-Recicla-Goji-Verdes-Soja". Já não sei o que fazer.
Vocês, aficionados, são mesmo muito lúcidos e atentos. Já toparam a léguas que nós estamos a engendrar um plano para tornar o mundo vegetariano. É que essa é a nossa missão na Terra e disso depende a nossa sobrevivência. E enquanto vocês não alinharem nisto, não nos resta outra escolha senão... epá, ser anti-touradas, só para vos chatear.
sábado, 8 de novembro de 2014
Fechei o meu cão na varanda.
Eles dizem: "Os anti falam muito dos pobres dos toiros mas depois têm os cães aprisionados nas varandas dos apartamentos."
Claro que sim. Mas alguém duvida?
Eu não tenho apenas o meu cão fechado na varanda. Também lá meto o axolote. O guaxinim e o gibão. E o okapi. E o pinguim. E, quando não está a chover, chego a meter o pavão ao lado das glicínias.
Os meus vizinhos que, na sua qualidade de aficionados, não confinam animais em espaços de 0,50x0,25 m, olham para a minha varanda e acham que eu sou um cabrão. É mesmo assim que me chamam: "Aquele cabrão que mete o cão, o axolote, o gibão, o okapi, o pinguim, e às vezes até mete o pavão presos na varanda... vê-se mesmo que é um cabrão de um anti-touradas, pá!"
Eu também não gosto da mania que os aficionados têm de copular com os animais da quinta, sejam vacas, porcas ou galinhas. É que toda a gente sabe que os anti prendem os cães nas varandas dos apartamentos das grandes cidades e que os aficionados praticam zooerastia no campo.
Vamos continuar a defender estas verdades absolutas, pessoal?

sexta-feira, 7 de novembro de 2014
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
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